Notícias

Clipping 04/12/2017

Confira no link abaixo a página do Clipping ADUnB, nele você acompanha o registro dos destaques da imprensa. O material pode ser utilizado apenas para consulta sobre o tema e pode ter direitos autorais.


Correio Braziliense
Artigo por Roberto Bocaccio Piscitelli

Servidores públicos civis, os vilões da Previdência

Como no clássico 1984, as palavras ganham o significado que se lhes quer atribuir, mais ainda em tempos de pós-verdade. A farsa é um meio utilizado para manipular uma população cada vez menos informada e mais alienada. Assim é que a perda de noção da diferença entre prerrogativa e privilégio serve de quadro de fundo para, diante do fracasso da chamada reforma previdenciária — pela inconsistência dos conceitos, dados e projeções oficiais -— empurrar-se qualquer coisa para a sociedade. Deste modo, o governo não se dá por vencido e agrada ao deus mercado, mesmo ao preço das mais vergonhosas e onerosas negociações já realizadas entre Poderes da República.

Neste vale-tudo de desinformação, renovam-se velhos chavões, como a afirmação de que os servidores civis se beneficiam de proventos milionários, quando se sabe que, para os que ingressaram a partir de 4 de fevereiro de 2013, o teto da aposentadoria é o mesmo do INSS para o setor privado. Mesmo os antigos, que estavam sujeitos a outras regras — compulsórias — e a outras garantias, não se aposentam “de graça”, pois sempre contribuíram sobre o total da remuneração, e não sobre o teto do INSS (fato sempre deliberadamente omitido).

Ao contrário dos demais beneficiários da Previdência, continuam contribuindo como aposentados (depois de contribuírem a vida toda). E não têm FGTS. Não existia, aliás, nenhum fundo específico; o patrão — o ente público empregador —, além de não contribuir com a sua parte, se encarregou de desviar por décadas o dinheiro da Previdência para as mais diversas e estapafúrdias finalidades.

Pela Emenda Constitucional nº 41, de 2003, esse servidor perdeu também a integralidade (pelo último salário) e a paridade (pela incorporação aos aposentados dos benefícios da ativa), asseguradas desde seu ingresso no Serviço Público e ratificadas na Constituição de 1988. Pelo critério da média salarial e desvinculado do cargo de origem, terá que se conformar com a deterioração crescente de seu padrão de vida na velhice e na doença.

Outro aspecto deliberadamente distorcido é a habitual comparação estabelecida entre remunerações no setor público e na iniciativa privada, que têm histórico e características absolutamente distintas. O nível de exigências para o ingresso e no exercício da função pública é compatível com a qualidade e responsabilidade requeridas para o cumprimento da missão do Estado.

Essa sistemática campanha contra o servidor, contra o serviço público, ocorre num país em que a participação dos salários na renda é inferior a 45%. As tentativas continuadas de desprestígio dos servidores não passam nem de longe pela discussão sobre a repartição entre capital e trabalho.

Em geral também não se questiona o vexatório padrão salarial dos trabalhadores em geral, cujo rendimento real médio é de R$ 2.105, 2,24 vezes o salário mínimo, já ultrapassado pela China. O servidor não é o responsável por 66% das famílias terem renda até R$ 2.034, e 46%, até R$ 1.356.

Se queremos reverter a absurda desigualdade existente no Brasil, basta de hipocrisia, ao fazer redistribuição apenas entre trabalhadores, assalariados, servidores, classes médias e baixas. Aliás, os donos e dirigentes de nossas empresas recebem o grosso de suas remunerações por meio de lucros — não tributados — e não de salários.

Vale ainda enfatizar que servidores públicos não são apenas os civis. Quando se comparam as pensões civis e militares, constata-se que as primeiras representam apenas 55% do total. Quando se comparam as aposentadorias civis e as reformas militares, o percentual do dispêndio com as primeiras é de 73%. Não se compreende, assim, porque há tanta seletividade no trato do assunto, menos ainda ao comparar os respectivos quantitativos de pessoal.

E, para concluir, causa perplexidade constatar que o valor referente aos cargos em comissão corresponde ao inacreditável percentual de 50% das remunerações fixas do pessoal ativo, o que atesta inquestionavelmente que a Inquisição condena, de forma implacável, os funcionários concursados, e que o preço para impor as reformas passa inevitavelmente pelas prebendas que os donos do poder repartem desse inesgotável butim da riqueza brasileira, a que a maioria esmagadora da população jamais teve acesso.

Planalto espera obter mais de 320 votos para aprovar reforma da Previdência
Durante jantar na residência da Câmara, Temer e aliados fecham a planilha de apoios parlamentares. Pelos cálculos, o Planalto espera obter mais de 320 votos na semana do dia 11. Próximas horas serão decisivas para testar força e avaliar chances reais de aprovação

Blog da Cristiana Lobo
Em busca do apoio de prefeitos à reforma da Previdência, governo acena com R$ 3 bilhões para municípios
Na semana decisiva de articulações para tentar aprovar na Câmara a reforma da Previdência ainda neste ano, o governo anunciou que, com as mudanças nas regras previdenciárias, o governo terá folga orçamentária em 2018 para ampliar os investimentos públicos nos municípios em R$ 3 bilhões. Metade deste valor deve ir para a área de saúde.

Câmara Notícias
Rodrigo Maia espera votar reforma da Previdência ainda neste ano
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou neste domingo (3) que espera votar a reforma da Previdência ainda neste ano (PEC 287/16). Após reunião na residência oficial com líderes e presidentes de partidos da base do governo, Maia informou que os parlamentares vão trabalhar para construir as condições de se votar a reforma.

ADUnB
Nota de Repúdio da ADUnB contra o teor da Medida Provisória (MP) 805/2017

A ADUnB reitera que o governo federal deveria centrar-se na revisão das isenções tributárias e das reduções de alíquotas, cujo valor nos últimos anos ultrapassa centenas de bilhões de reais, no combate à sonegação, em especial a de grande porte, ao proporcionar de maneira adequada os meios efetivos aos órgãos de arrecadação e na execução de medidas de
recuperação da economia no curto prazo com atenção à geração de empregos.

Deliberações da Assembleia Geral do dia 01/12/2017
A Assembleia Geral da ADUnB, realizada sexta-feira (01/12/2017), na Sala de Reuniões, com 33 assinantes da lista de presença, confira as deliberações.

ADUnB debate ciência e tecnologia com embaixadores do BRICS e SBPC
Em atividade inédita, a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) realizou, na quarta-feira (29), o evento Ciência & Tecnologia nos BRICS, com a presença de embaixadores e representantes dos países que compõem o bloco. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) representou o Brasil. Os convidados discorreram sobre os aspectos estratégicos, os investimentos e o grau de desenvolvimento de cada país no campo da ciência e tecnologia.

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