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ADUnB participa de seminário sobre saúde mental e prevenção ao suicídio

A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) representada por sua primeira secretária, Prof. Aldira Dominguez, integrou o seminário internacional “Saúde Mental da Comunidade Acadêmica – Precisamos falar sobre suicídio”. O evento foi realizado na sexta-feira, 1º de dezembro, pelo Observatório de Saúde Mental do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da UnB (Obsam/Nesp/UnB).

O evento reuniu docentes das Universidades Federais de São Paulo, do Paraná e, por videoconferência, oradores de Washington, nos Estados Unidos e da Universidade Paris 13, na França. Dévora Kestel, chefe da Unidade de Saúde Mental da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), informou que no Brasil a depressão atinge 11,5 milhões de pessoas e os distúrbios da ansiedade, mais de 19 milhões. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que o suicídio é a quarta maior causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos.

“É muito importante abrir esse debate dentro da UnB”, considerou Aldira Dominguez, que coordenou a mesa redonda ‘Saúde mental da comunidade acadêmica’. “Os indicadores apontam que o índice de adoecimento mental nas universidades é cada vez maior. Nosso desafio agora é ampliar essa discussão para os vários departamentos e faculdades dentro da UnB”, avaliou.

PREVENÇÃO

O professor Marcelo Tavares, coordenador do Núcleo de Intervenção em Crise e Prevenção ao Suicídio da UnB, ressaltou a importância de uma política de prevenção. “Sem o comprometimento institucional fica muito difícil atuar. Precisamos do envolvimento de toda a universidade na construção de protocolos e estratégias de prevenção ao suicídio, algo que a maioria das universidades internacionais já estabeleceu”, pontuou.

Luis Allan Künzle, da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR-SSind), apresentou as estratégias da entidade para lidar com a questão, como a criação do Fórum de Saúde do Trabalhador da UFPR e de um Grupo de Trabalho estruturado para promover o acolhimento dos docentes em situação de vulnerabilidade emocional. “Mais de 160 professores já foram atendidos por nossa assessoria psicológica. É preciso criar outros espaços de diálogo para que o docente compartilhe seu sofrimento, evitando maiores prejuízos à sua saúde”, afirmou.

Sérgio Barroca, professor na Universidade Federal de Goiás (UFG), coordena uma Comissão de Gestão de Pessoas focada na melhora da saúde do quadro docente. “Percebemos que a pressão sobre produtividade é muito intensa, acarretando uma série de dificuldades e até problemas familiares aos servidores. É importante participar dessa discussão e levá-la para outras instâncias na universidade”, declarou.

“O nível de aprofundamento das pesquisas aqui apresentadas foi surpreendente”, disse Ana Salomão, estudante de Saúde Coletiva da Faculdade de Ceilândia. “Como acadêmicos temos a responsabilidade de fazer ciência e é muito importante ter essa perspectiva ampla sobre o tema, assim nos sentimos parte da problemática mas também da solução”, considerou.

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