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ADUnB manifesta solidariedade à professora Debora Diniz

A Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) vem a público expressar solidariedade à professora Debora Diniz. Por sua consistente atuação em defesa de direitos humanos, especialmente de mulheres, Diniz tem sofrido ameaças anônimas e ataques difamatórios em redes sociais. Debora Diniz é antropóloga e professora da Universidade de Brasília há quase duas décadas, tendo lecionado junto à graduação em Serviço Social e em Direito, e junto aos Programas de Pós-Graduação em Política Social, em Ciências da Saúde, em Direito e em Direitos Humanos. As práticas intimidatórias fazem referência à liderança de Diniz na mobilização da ADPF 442, a ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal para que se descriminalize o aborto nas primeiras doze semanas de gestação. O pedido é para que nenhuma mulher seja presa.

Assim como nossa colega, a ADUnB acredita que mulheres não devem correr risco de morte ou de prisão por interromper uma gestação. A criminalização afeta tragicamente os projetos de vida das mulheres mais vulnerabilizadas: jovens, pobres, negras e indígenas. Acreditamos que a vida universitária deve se pautar no engajamento público e acadêmico de seus professores, como é o exemplo de nossa colega, em particular sobre temas tão fundamentais à vida das mulheres.

A universidade deve ser o espaço da liberdade de expressão e de cátedra. A divergência de entendimentos movimenta a produção científica, os debates acadêmicos e a atuação universitária junto à comunidade.  A universidade precisa ser sempre aberta ao dissenso, jamais ao ódio. Não há produção de conhecimento nem defesa de direitos por meio de violência e silenciamento. Por isso, esperamos que os ataques à professora Debora Diniz sejam devidamente apurados pelas autoridades competentes, e que aqueles que discordam de suas posições aprendam a fazê-lo de forma democrática e pacífica.

A Diretoria

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